Personalidades da fruticultura brasileira

Veridiana Victoria Rossetti

 

 Veridiana Victoria Rossetti (Santa Cruz das PalmeirasBrasil15 de Outubro de 1910 -São PauloBrasil26 de Dezembro de 2010) engenheira agrônoma brasileira. Foi a primeira mulher no Brasil formada em Engenharia Agrônoma a exercer a a profissão, e durante a vida, recebeu vários prêmios nacionais e internacionais.

Victoria Rossetti - como assinava e gostava de ser chamada - foi pesquisadora e Diretora da Divisão de Patologia Vegetal do Instituto Biológico, recebendo o título de Servidora Emérita do Estado, pelo governo de São Paulo.

Foi a primeira engenheira-agrônoma a se formar pela ESALQ em 1937.

A pesquisa era voltada as patologias de citros, sempre no Instituto Biológico desde 1940.

 

Carreira

Iniciou as pesquisas sob orientação do dr. Agesilau Bitancourt, desenvolvendo estudos do isolamento de fungos do gênero Phytophtorada gomose dos citros.

A partir de 1947 com o advento da tristeza dos citros volta-se a trabalhar no desenvolvimento de um porta-enxerto tolerante ou resistente às duas doenças. Aperfeiçoou-se nos Estados Unidos na Universidade da Carolina do Norte em 1947; na Universidade da Califórnia, em Berkeley em 1951-52 (com bolsa da Fundação Guggenheim) com estudos sobre fisiologia de ficomicetos e especialização em fungos do gênero Phytophthora, com o professor J. Zentmyer, em Riverside.

Integrou a partir de então a Comissão Internacional de Phytophthora e sobre esta ela publica trabalhos no Brasil e no exterior.

A convite do governo da França e do INRA - Institut national de la Recherche agronomique - desenvolveu programa de colaboração científica, trabalhando, em 1961, com o dr. Joseph M. Bové, em estudos sobre viróides dos citros.

Capacitou-se nas técnicas de diagnóstico de vírus transmissores por enxertia, visando ao Programa de Registro de Matrizes de citros livres de vírus, que estava para ser implantado no estado de São Paulo - de cujo grupo de trabalho fez parte, juntamente com os drs. Agesilau Bitancourt, Sylvio Moreira, Álvaro Santos Costa e Ody Rodrigues.

No Instituto Biológico, assumiu a Chefia da Seção de Fitopatologia Geral em 1957, tornando-se Diretora da Divisão de Patologia Vegetal em 1968, cargo no qual se aposentou em 1987. Mesmo depois de aposentada continuou suas pesquisas junto ao Instituto Biológico. Contou sempre com a colaboração dos colegas do Brasil e do exterior, com os quais realizou e publicou seus trabalhos.

Em 1988 recebeu o título de Servidora Emérita do Estado, pelo governo de São Paulo.