Personalidades da fruticultura brasileira

Otto Andersen

Foto_otto Otto Andersen, filho de Jens e Rigmor Andersen, nasceu em Marquês de Valença (RJ), em 12 de dezembro de 1916 e faleceu em Viçosa-MG, em 26 de dezembro de 1997. É Engenheiro Agrônomo, formado em 1940 pela Escola Superior de Agricultura e Veterinária do Estado de Minas Gerais (ESAV), hoje Universidade Federal de Viçosa (UFV), “Master of Science” em Olericultura, obtido em 1955, Ph.D em Fisiologia Vegetal em 1957, pela Universidade da Califórnia; o de Ph.D. e livre docente, obtido em 1958, em Viçosa. Em 1º de outubro de 1946 é contratado pela ESAV para atuar como professor auxiliar do Departamento de Horticultura. Por concurso, passa a professor adjunto, em 1952, e a professor titular de Fruticultura, em 1976. Como pesquisador, publicou mais de 30 trabalhos, além do livro “As frutas silvestres brasileiras”, escrito em co-autoria com a filha Verônica. Embora de início tenha atuado em diferentes ramos da Agronomia, a Fruticultura acabou conquistando-lhe a preferência. Dedicou-se à pesquisa de vários aspectos técnicos importantes dessa especialidade, tais como: o problema da improdutividade em fruticultura; controle químico seletivo de ervas daninhas em pomares, viveiros e sementeiras; efeitos de substâncias de crescimento em Fruticultura; métodos e vantagens da propagação vegetativa; fisiologia e manejo pós-colheita de frutas (tendo para isso instalado um laboratório próprio, com casa de beneficiamento de laranjas, câmaras frigoríficas e laboratório de análises); introdução, avaliação e identificação de muitas das espécies frutíferas de maiores possibilidades econômicas no País (ultrapassou a marca de 75 espécies e 400 variedades); e, e estudos da nogueira-pecã, nogueira macadâmia e kiwi. Foi membro de seis sociedades cientificas brasileiras e duas americanas e, representou a UFV, apresentando diversos trabalhos em congressos dessas sociedades. Pelos seus méritos, recebeu as seguintes distinções: membro eleito da Society of Sigma Xi (1957); diploma de reconhecimento da UFV por 25 anos de profícua atuação na carreira (1965); diploma do Diário de Minas por assinalados serviços à agropecuária (1967); homenagem da Sociedade Mineira de Engenheiros-agrônomos (SMEA) pelos relevantes serviços prestados à investigação técnico-científica em agropecuária (1967); diploma da SMEA, por serviços prestados ao engrandecimento da profissão agronômica (1983); Medalha Bello Lisboa, por 25 anos de devotamento e relevantes serviços prestados à UFV (1985); e homenagem como um dos fundadores da Sociedade de Olericultura do Brasil, por ocasião dos seus 30 anos de fundação (1991).