Notícia

V SIMPÓSIO DO PAPAYA BRASILEIRO - INOVAÇÃO E SUSTENTABILIDADE

Prof. Loyola

O coordenador do V Simpósio do Papaya Brasileiro: Inovação e sustentabilidade, pesquisador da EMBRAPA de Cruz das Almas, Dr. Jorge Loyola fala sobre as expectativas para esse evento.
 
Entrevista do coordenador do V Simpósio do Papaya Brasileiro.
 

O Simpósio do Papaya Brasileiro se constituiu ao longo dos últimos anos no principal fórum de integração dos agentes da cadeia produtiva do mamão. Pela primeira vez, o evento - que tem, nesta edição, o tema “Inovação e Sustentabilidade” - ocorre fora das plagas capixabas. De 31 de outubro a 4 de novembro, pesquisadores, professores, extensionistas, produtores e estudantes se reúnem no Náutico Praia Hotel & Convention Center, em Porto Seguro (BA), para trocar experiências e informações científico-tecnológicas. Nesta entrevista, o presidente da comissão organizadora, o pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura Jorge Loyola, fala como será o simpósio, que conta com a participação de três palestrantes internacionais, e os resultados esperados.

Qual é a programação?
Jorge Loyola – As quatro edições anteriores foram organizadas pelo Incaper [Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural]. Nesta edição, o instituto participa da promoção do evento, que, pela primeira vez, ocorre fora do Espírito Santo. Recebemos essa missão, de grande responsabilidade, pois temos de manter a qualidade do evento — que acontece desde 2003, de dois em dois anos. Vale lembrar que Espírito Santo e Bahia são os dois estados que mais produzem mamão no país. O desafio é ter um evento que dê o retorno prático em termos de intercâmbio científico-tecnológico e também de mercado. Serão sete painéis, abrangendo 27 palestras, sendo três palestrantes internacionais, que vão tratar de melhoramento genético, de mercado internacional e das perspectivas do processamento de mamão em nível mundial. Para isso, traremos o pesquisador indiano Somasundaram Rajarathnam.

Quais são as inovações desta edição?
JL – A participação desse pesquisador indiano é uma novidade. A Índia é nosso principal competidor em termos de mercado mundial de mamão. Então, ele vai nos trazer o cenário da cultura do mamão hoje naquele país e nos apontar os problemas que enfrentam no que diz respeito à exportação. A presença de um importador de mamão como palestrante em nível internacional também merece destaque, por abordar aspectos relacionados à chegada dos frutos que exportamos para a Europa e Estados Unidos. Outro aspecto inovador são as clínicas de fitossanidade. Vamos promover a interação direta dos agentes da cadeia produtiva com pesquisadores, em termos de discussão de pragas e doenças. Nosso objetivo é que o indivíduo leve o seu problema e, ali, com o pesquisador, obtenha a receita do que deve ser feito, seja na identificação, seja no controle do problema fitossanitário. Além disso, vamos ter quatro cursos sobre manejo de pragas e doenças, nutrição, irrigação e fertirrigação do mamoeiro e elaboração de projetos de implantação de pomar de mamão. Mas outras edições também trouxeram cursos. Os interessados encontram todas as informações neste site.

E as expectativas?
JL – Em geral temos em média 300 participantes e 100 trabalhos científicos. Trabalhamos com a meta, neste quinto simpósio, de 350 participantes e 120 trabalhos, que vão ser apresentados em forma de pôsteres - a data-limite para envio dos trabalhos sob a forma de resumos expandidos é 29 de julho, e vale ressaltar que, para enviar resumos, é preciso estar inscrito no simpósio. Nossa expectativa é que não seja mais um evento de Papaya Brasil. Esperamos que os gargalos da cadeia produtiva sejam elucidados. São três basicamente os desafios hoje: o pouco número de variedades utilizadas na produção; na parte fitossanitária, o problema muito sério de doenças fúngicas e viróticas; e as questões de mercado, relacionadas às elevadas exigências do mercado internacional.

 Mais informações: http://www.papayabrasileiro.com.br